Na crônica anterior “Prova Inútil” mostrei que os acidentes rodoviários têm suas causas em aspectos inerentes aos comportamentos dos motoristas e apontei as principais características desses aspectos concluindo que: nem as provas obrigatórias adotadas para renovação da carteira de habilitação, nem as vistorias dos veículos (pagas pelos proprietários) atingem qualquer das caracteristicas que levam os motoristas a causarem o crescente número de acidentes de trânsito. As duas medidas – vstoria e provas, puramente paliativas e demagógicas; para mostrar serviço inútil - em nada contribuem para diminuir acidentes de trânsito, justamente porque não anulam ou corrigem ou impedem os fatores intrínsecos aos motoristas causadores, dotados das tais características e aspectos que mencionei antes e apontarei adiante.
As características dos motoristas causadores de acidentes – própias deles - são bem conhecidas e relatadas nos noticiários dos acidentes; o que faço é, apenas, enumerá-las para evidenciar a inutilidade das providências adotadas de provas e vistorias, providências que só mostraram o despreparo e o desconhecimento do fundo da questão por parte dos que se meteram a dar estas inócuas soluções, cujos efeitos só provocaram mais gastos e transtornos para o já tão sofrido povo brasileiro.
Não tem, praticamente, representatividade significativa no total do número de acidentes o fator “estado do veículo”, como não tem representatividade nenhuma o fato da aprovação do motorista na tal prova para reavaliar a sua carteira de habilitação.
Quem causa os acidentes são justamente os que passam nas provas.
Isto é fato!
A maioria dos acidentes NÃO TEM COMO CAUSA : a) o estado do veículo; b) o motorista não ter feito ou não ter sido aprovado na tal prova.
O estado do veículo, como causa de acidentes, tem participação insignificante em relação ao total deles. Isto não quer dizer que os motoristas não devam manter seus veículos em excelentes e aprópriadas condições de tráfego.
As principais causa dos acidentes de trânsito são, sem dúvida, os comportamentos indevidos dos motoristas sob as condições de estradas, ruas e tráfegos existentes no país. Digo isto pelo seguinte moltivo: as condições de estradas, ruas e sinalizações constituem uma realidade conhecida e, portanto, cabe ao motorista se adequar a tal realidade. Ah! As estradas deixam a desejar! Sim deixam, mas se isto é reeconhecido não é mais fator .
Poderia e deveria ser melhor. Óbvio! Mas não é ! E a realidade é esta. O motorista tem que se adaptar a esta realidade. Como? Com mais cautela e prudência! Com mais atenção bom senso e paciência!
Quase a totalidade dos acidentes são devidos aos seguintes fatores, que são características e aspectos inerentes aos motorista e como eliminar é um desafio que precisa ter pessoal muito capacitado para encontrar soluções e não um qualquer político que para mostrar serviço e poder dizer que foi autor de tal ou qual providência se mete a fazer o povo ordeiro sofre mais e pagar por isso sem ter culpa.
Eis as características dos motoristas perigosos: (não está em ordem de importância- todas são importantes):
- motorista que bebe se embriaga (ou quase) e sai dirigindo geralmente matando inocentes;
- motorista drogado – assassino potencial;
- motorista desatento que se aliena ao volante ou olha para todos os lados por qualquer motivo, que conversa com os demais no veículo; ao telefone celular; que perde a necessária atenção à direção do veículo; fica disperso;
- motorista que possui uma ânsia de ultrapassar o veículo que está a sua frente ou a seu lado e abusa da velocidade e manobras para tal fim;
- motorista que dirige pensando na lua; se desliga da estrada do trajeto a sua frente e passa a pensar em variadas coisas que o tira da condição de quem dirige algo capaz de conduzi-lo para onde deseja ir ou não, além de poder fazer o pior com inocentes. ..;
- motorista que coloca um som estúpido e se perde no embalo dos elevados decibéis enlouquecedores que o estimulam a “se mostrar” através dos descuidos da falta de atenção;
- motorista que gosta de “pegadinhas” ou de manobras que chamem atenção, como sair roncando pneus ou girando 180º e daí…;
- motorista que não obedece as sinalizações: faixas de proibido ultrapasar, aviso de reduzir vclocidade, de curva perigosa, etc.
- motorista que namora no volante e beijos para cá beijos para lá… bum… já era.
- motorista que usa remédios cuja bula recomenda não dirigir ou remédio para evitar sono quando este não tem mais remédio;
- motorista que não respeita – não está nem aí – para as indicações dos semáforos e alaranjado ou vermelho é conforme queiram…
- motorista que não compreende que dirigir em dias secos é diferente de dirigir em dias de chuva;
- motorista que gruda no carro da frente não deixando quase nenhum espaço de segurança; se o da frente freia derepente… bum
- motorista que entra nos cruzamentos sem prestar atenção;
- motorista que liga o pisca pisca para mudar de lado na pista e acha que isto é suficiente e vai com toda sem prestar atenção no trânsito do lado que escolheu para ir;
- motorista que dorme dirigindo por excesso de cansaço ou por qualquer circunstância de desgaste físico ou psíquico;
- motoista que usa e abusa de altas velocidades. A velocidade que excita é a mesma que mata. Altas velocidades em quaisquer vias é sempre uma condição de alto risco que propicia o desgoverno do veículo com facilidade seja em curvas, cruzamentos ou retas, etc .
- motorista que sofre mal súbito ao volante (este aspecto é imprevisível e não considerado como característica do motorista - a incidência é pequena. Cito por conhecer alguns poucos casos desses ).
Poderia citar outros, mas estes são os mais corriqueiros que abrangem os causadores do maior número de acidentes noticiados e por mim conhecidos.
Como pode ser facilmente constatado nada têm com relação à prova para habilitação repetidamente nem com vistoria de veículo.
Estes são os pontos a serem combatidos e para isto exige muito mais competência. Não é assunto para político é assunto para especialistas e pessoas inteligentes e conhecedoras das verdadeiras causas do problema. Não é questão para demagôgos nem curiosos nem palpiteiros.
Em primeiro lugar é necessário tirar do motorista a total incumbência de melhorar ainda que isto seja fundamental – sempre. È necessário o aperfeiçoamento das estradas e de suas conservações. É preciso leis rigorosas e punidade sem beneficiamentos- aspectos frágeis do Brasil.
É preciso policiamento sério e modernizado. É preciso medidas que inibam estes aspectos característicos citados dos péssimos motoristas.
Sono, bebida. alienados, abusados, ânsiosos, provocadores, distraídos, é dessa turma que se tem de cuidar ou banir do trânsito, caçando as habilitações e responsabilizando de fato pelos crimes cometidos. Antes porém temos que ter leis realmente disciplinadoras que desestimulem as infrações. Para isto os políticos não têm demonstrado competência. Por outro lado, o povo deve colaborar obedecendo ao Código de Trânsito e nunca seguindo os que não sabem o que fazem.
CLARC ( em02/11/2009)