Não sou pedagogo, mas valho-me da experiência de ter sido aluno de todos os níveis do aprendizado, concluído três cursos superior (Química Industria, Engenharia Química, Engenharia de Segurança do Trabalho) e um curso de extensão universitária (Engenharia de Produção), e ainda ter exercido a mais nobre das atividades (professor) para elucubrar sobre educação e cultura como forma de contribuição desta experiência vivida de aluno a profissional que exerceu sua profissão e colaborou a nível de professor do curso “médio”.
Se o sistema educacional brasileiro fosse objetivamente motivador ao aprendizado e à educação de modo geral abrangendo respeito, postura, conhecimento e disciplina; se todas as crianças brasileiras fossem corretamente motivadas ao saber pelo saber; se todas as crianças do país frequentassem assiduamente as escolas, o que pode ser alcançado através de correta motivação pelo aprendizado (além da merenda) e pelo chamamento da consciência delas e dos pais do valor do cumprimento do período escolar, certamente não seriam necessárias tantas cadeias e prisões, e nas mesmas sobrariam celas vazias e nem haveria a concorrência das “feituras”de marginais direcionando jovens – que poderiam ser úteis à sociedade – ao crime.
Encher as escolas de crianças é um futuro esvaziamento das prisões. Mas, para que isto não seja apenas retórica é necessário a exata valorização da educação e cultura além de um correto sistema de ensino no sentido de ser acima de tudo motivador ao saber. É fundamental que o aluno seja motivado a gostar e a querer estudar, não através de livros assim ou assado, mas através de um sistema racional e direcional que equilibre a quantidade e os respectivos conteúdos das disciplinas. O sistema atual – lamentávelmente – está muito afastado desta direção e sentido .
É de extrema importância 0 direcionamento de máximos esforços no sentido de motivar as crianças e seus reponsáveis a fazerem da escola o ambiente insubstituível e assíduo de formação cultural educacional, ao mesmo tempo que os responsáveis pelo sistema educacional devem tornar a escola o ambiente motivador da educação - na ampla abrangência desta palavra (bons modos, respeito, disciplina, saber,etc) para gerar o sentimento de amor do educando pelos educadores, pela escola, pela cultura, enfim por todo seu ambiente e pelo próximo.
A escola, o sistema escolar, tem o dever de estimular o gosto – para não dizer: prazer – e a vocação dos jovens pela dignificação do ser humano através do repeito e amor, ao conhecimento e educação como um todo da complexidão do Homem.
Para isso as escolas devem ter padrões máximos de organização, administração e exemplos.
Só através da educação – e isto não é novo – se constrói uma humanidade civilizada aos níveis necessários ao padrão de vida obrigatório da condição de ser inteligente de que é dotado o Homem.
Não existirá nem ordem nem progresso se não houver boas escolas com regime de aprendizado que realmente motive professores e alunos ao convívio respeitoso que o saber exige, para ser produtivo.
Na condição de “seres humanos” capacitados pela inteligência e fala – que nos distingue dos demais animais – temos a obrigação de construir um mundo cada vez melhor no qual se respeite o direito básico, das crianças, dos jovens e dos adultos, de receber o conteúdo educacional que os capacitem a se tornarem cidadãos honestos e úteis à sociedade.
Educaçãoe cultura é o sangue do organismo social do Homem e , portanto, o que mantém a saúde da sua civilização em aperfeiçoamento.
Posto isto, vejamos a essencialidade funcional do que me referi insistentemente como um sistema – acima de tudo – motivador do aprendizado. Isto é o mais importante a conceituar, após o que dissemos até aqui, nesta ”elucubração sobre educação e cultura -1″ (crônica).
Mas esta parte fica para a próxima “elucubração sobre educação e cultura -2″ (crônica). Até amanhã.
Cláudio Afonso Ribeiro de Castro (E-mail: clarcastro@ibest.com.br)
Em 02 de setembro de 2009.