Publicado por: clarc | dezembro 4, 2011

O QUE RESULTOU DA VISTA AO SUPERMERCADO

Não sou costumeiro de supermercados, mas não sou avesso a freqüentá-lo quando necessário na essencial função de suprir os requisitos domésticos da higiene e principalmente da plena satisfação gastronômica do dia a dia.

Supermercados e hortifrutigranjeiros são ambientes excitantes aos olhos por tantas maravilhosas gulodices lindamente expostas à tentação do pecado da gula. Encanta-me apreciar a fartura de produtos especialmente de alimentos de todos os tipos, impecáveis nas respectivas apresentações e embalagens. Quanto trabalho tudo aquilo representa envolvendo desde uma administração eficiente a uma elogiável logística de abastecimento.

O setor que mais prende minha atenção é o de hortaliças e frutas; quanta fartura!!! Heróis produtores que vencem todos os empecilhos de tão árdua tarefa de preparar o solo e cultivar fruteiras, hortaliças e leguminosas, plantas tão atacadas por inúmeros insetos e sujeitas a todas as variações do clima. O produtor rural é realmente um alicerce heróico da estrutura produtiva e econômica que vem alimentando  todas as sociedades de todos os tempos. Só quem nunca plantou algum tipo de frutífera ou hortaliça ou leguminosa pode ficar insensível ao importante trabalho de quem produz alimentos e do qual  resultam aqueles belos e sadios produtos ofertados nas bancas e prateleiras dos supermercados e hortifrutis

 

A quantidade de insetos, pragas e doenças que atacam tais plantas são incalculáveis e seus efeitos nocivos são devastadores.  Há cerca de uns dois anos os produtores de cajus do norte do Rio de Janeiro sofreram uma completa perda de todas as fruteiras com o surgimento tempestivo de um inseto minúsculo que rodeava as fruteiras como uma nuvem branquinha e deixava as folhas das árvores pretas e destruídas. Todos os pés de cajus foram destruídos por esta praga causando arrasadores prejuízos. Isto é apenas um caso. Existem livros sobre tais agentes que obstaculizam os trabalhos agrícolas atacando as lavouras de todas as espécies de produtos oriundos do cultivo da terra.

 

Não bastasse as forças concorrentes danosas da natureza ainda temos que assistir crimines ecológicos praticados por invasores de terras destruindo plantações de fruteiras, como aquele caso dos milhares de laranjeiras em fase de produção derrubadas por um dos criminosos em um  trator roubado por eles da própria propriedade invadida,  dentre outras monstruosidades, demonstrando que tais praticantes nunca foram pessoas ligadas à terra e à produção rural , mas sim um bando de malfeitores afrontando o direito de propriedade produtiva e explorando o povo laborioso do país que realmente sabe tratar agricultura com seriedade,  quantidade e qualidade. Bandidos como outro qualquer.Não são esses arruaceiros que abastecem os supermercados e nunca serão, pois está demonstrado que das terras doadas a alguns deles quase nada se aproveitou de produção efetiva em quantidade e qualidade. O mais vergonhoso e covarde é que o governo nutre com milhões de reais grupo que se camufla de “movimento” e que além de invadir propriedades e destruir o máquinas, tratores, etc. -patrimônio privado produtivo- ainda expulsam e matam trabalhadores das propriedades invadidas.Certa vez, segundo publicado na revista VEJA (04/03/2009),  mataram quatro funcionários de uma fazenda em Pernambuco o que motivou o pronunciamento do Ministro do Superior Tribunal Gilmar Mendes, também publicado no mesmo número da revista VEJA que disse o seguinte: “O financiamento público de movimentos que cometem ilícito é ilegal, é ilegítimo.” 

O dia em que o povo depender desses arruaceiros invasores de terras para dispor de alimentos vai passar fome e os omissos governos alimentadores e cúmplices desses estranhos ao trabalho produtivo merecerão julgamento como co-autores do caos que advirá, só que será tarde de mais. A esperança é que surja algum governante que assuma posição correta e solucione esta presença criminosa desses guerrilheiros de armas brancas e outras, sustentados pelo desvio  de dinheiro dos que produzem honesta e produtivamente.

 

Voltando ao tema inicial e como acabei de demonstrar, uma ida ao supermercado não só distrai como ajuda a raciocinar sobre temas importantes da estrutura política atual do país. Ao depararmos com tanta fartura reconhecemos o valor não só do produtor rural como da participação industrial que tantos produtos coloca à disposição  da população abrangendo um enorme campo de utilidades sem as quais a vida seria bem menos agradável. Infelizmente este componente da sociedade, os produtores proprietários rurais e industriais, nem sempre são reconhecidos em seus esforços e são submetidos a impropriedades políticas, teóricas, ideológicas, burocráticas, etc., que em nada contribuem para o fortalecimento e desenvolvimento da produção com produtividade e só provocam desconforto, polêmica, incorreta análise e injusta apreciação de seus reais méritos pelos grandes riscos que assumem e pelas responsabilidades sociais com todos que dependem da preservação de seus adquiridos patrimônios dos quais se beneficiam pelo que deles é produzido. Quantas cidades dependem de certa atividade maior; quantos estados e países na atualidade dependem de recursos extrativistas locais; quanto o Brasil deve à monoculturas localizadas e bem desenvolvidas em certas épocas de usa história como a participação fundamental e estrutural dada pela lavoura e produção canavieira açucareira, pelas lavouras de café , algodão, cacau, trigo, recentemente da soja, etc. E da contribuição industrial privada de cimento, tecido, equipamentos, papeis, roupas recipientes, embalagens etc.etc.etc. Contrastando com essa incalculável contribuição de empresários agrícolas e industriais, pessoas de valor produtivo surgem os políticos demagogos populistas a  explorarem a ignorância das classes mais sofridas da população jogando sempre o velho refrão do “rico contra o pobre”. As diferenças de poder aquisitivo das classes sociais  não tem origem na existência do rico, mas na falta de governos capazes de atuar contribuindo para o desenvolvimento do país à semelhança dos empreendedores agrícolas e industriais que são os verdadeiros responsáveis pelo que até aqui se conseguiu de melhor para o país. Fazem populismo enganador quando deviam operar desenvolvimento, pois o Brasil é um país rico e tem tudo, tanto material e energético  como populacional, para ter todo seu  povo empregado, recebendo salários dignos e constituindo um substantivo mercado interno consumidor fortalecedor de sua estabilidade econômica e social. O que falta é política corajosa e capaz de fazer a boa política e abandonar de vez esta demagógica postura populista de enganar o povo com falácias.

O problema das visitas aos  supermercados é o cuidado no momento da  soma dos desejos realizados, ali ao fazer a conta no caixa, pois as tentações são numerosas, infelizmente fora do alcance de uma grande parte da população, justamente aquela mais explorada em sua miséria pelo representativo número de políticos que em nada contribuem para  a melhoria das condições de vida do povo, com boas leis e ações de desenvolvimento que culminem com empregos dignos e remunerações capazes de permitir que o voto não seja um negócio de compra e venda para minorar necessidades por alguns instantes de uma miséria crônica mantida por tais atitudes desmoralizadoras da democracia e degradantes da qualidade política do país.

 É preciso que o povo visite os supermercados para ver o quanto há de produtos maravilhosos que tanto estimulam os maus políticos a continuarem se elegendo, por vias enganosas, para com seus altos salários continuarem se aproveitando desses produtos, sem nenhuma contribuição efetiva para permitir que o povo também possa fazê-lo.

É povo, conheça o que você perde votando errado.

Clarc em 28/12/2011

 

 

 


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